cisne machista

jura que vocês gostaram  DAQUILO?!!

Bem, eu não gostei. Assisti porque todo mundo resolveu falar e comentar e contar spoiler (pode contar spoiler? essas construções interlinguas me confundem) mas eu já achava que não ia gostar, porque balé=gentemagrabulímica=gentequesesuperapelosucesso.

É igual a filme de boxe, mas os de boxe eu não gosto por causa de soco no nariz. Quando quebra o nariz e sai aquela montoeira de sangue e eu escuto as cartilagens quebrarem, dói no meu cóccix, que é o lugar onde me doem mais as dores.

Mas filme de balé geralmente é sobre vencer a dor, a adversidade, superar limites e mais um monte de baboseiras que ficam estimulando as pessoas a serem bulímicas e tentarem fazer coisas com o corpo que desafiam as lei da física e provavelmente terminam em fraturas violentas.

Mas esse eu achei pior. O filme não é um cocô, o pior é isso. Ele é bem dirigido. Eu vou acabar vendo o Vencedor (Mel me avisa que ele não dirige, só produz). Bem, mas é um filme bem dirigido, lindo visualmente…. MAS QUE COLEÇÂO DE CLICHÊS DA PORRA!

Eu estou na dúvida se é a maior coleção de clichês que eu já vi ou se é todo um enorme clichê. Quanta superficialidade! Aí eu fui conversar com a minha assessora para assuntos de mídia e futura cieneasta e ela decretou duas coisas: roteiro ruim e machista. E eu vinha naquela ideia de que era clichê e superficial e não me toquei que os clichês são quase todos femininos (menos o diretor que come a bailarina pra despertar o talento artístico, onde eu vi isso?momento de decisão?) A mãe dominadora e castradora, a bailarinazinha pura, frígida e reprimida, a rival puta , instintiva, selvagem e drogada, a bailairina decadente e amarga (e apaixonada pelo diretor) o homem gostoso (e francês) objeto de todos os desejos. Todos os papéis femininos são estereotipados.

Sem falar que a revelação da arte através do sexo como  motor do talento instintivo é mais batido que diretor comendo estrela,.né?

Mas o que me deixou puta foi a indecisão. O filme podia ter focado no sexo, podia ter focado na relação mãe-filha, podia ter focado na rivalidade e aproveitado o diretor gostoso, mas tudo é uma quebra-cabeça, um espelho quebrado.  A única coisa que faz sentido é a loucura da bailarina, a agravação da patologia mental dela, nesse sentido todo o quebra cabeça, todos os elementos externos são só isso, pedaços da loucura dela que vai aumentando até que ela descobre que a perfeição é igual à morte.

Mas isso também não faz sentido, a não ser que você veja todo o resto como distração, porque o cenário não faz sentido nem na loucura dela, é só uma desculpa pras cenas plásticas e bonitas, pro diretor deitar e rolar. Eu acho que o diretor pensou,o roteiro é ruim, ninguém salva, esqueçamos e dele e vamos fazer um filme bonito de loucura com balé…

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1 Comentário»

  Diê wrote @

Mani, linda, acredita que cometi um equívoco? Li sua resenha antes de ver o filme… Com toda certeza, serei influenciada, mas, de antemão digo isto: acho que vou acabar concordando com vc. Achei genial comparar o filme de bailarina com filme de boxe! Agora, vou ao filme.
=***


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