a bahia é uma nação

filosófica, psicológica…

Eu sempre tive muita dificuldade com aqueles filmes americanos que acham que espiritismo é um esquema pra arrancar dinheiro dos incautos. Sempre pensei que era coisa de americano esse negócio de não entender os espíritos, não entender o que tem de espiritual, de religioso nos “fantasmas”. Aliás nem consigo pensar em espírito como fantasma.

Aliás, um parêntese:Eu escrevo mal,mas gosto de escrever. Esse aqui é meu espaço rascunho, onde eu tento organizar  o que eu penso e aprender a escrever melhor.Nesse assunto, então, eu sou um pote até aqui de confusão.Como dizem minhas amigas descoladas (não sei se cool tem plural, acho inglês muito confuso), coerência: tem mas acabou.

Então eu descubro que eu é que sou diferente e estranha porque moro na Bahia.Na Bahia todo mundo acredita em reencarnação, mesmo não sendo espírita.E todo mundo toma passe, até os evangélicos (por via das dúvidas).Todo mundo conhece os santos do candomblé e já foi ao menos num batuque.na Bahia todo mundo escuta de verdade e pergunta, nem que seja por educação.

Estava eu na casa da vizinha roubando wi-fi e tomando café com bolo (porque na casa da vizinha só se tira a mesa do café pra botar a do almoço) quando chegaram as Testemunhas de Jeová. A vizinha chamou pra sala e mandou sentar no sofá.Aqui no meu bairro vc sabe se é bem vindo, de casa, íntimo, se lhe chamarem pra mesa da cozinha. Visita de cerimônia e gente chata senta no sofá da sala.

E o papo estava animado, conversaram muito (e eu na cozinha tuitando) rezaram e as moléres se foram,deixando os já proverbiais folhetos e jornaizinhos. Aí evém a vizinha: “Que P.., pensei que não iam mais embora, tenha paciência, eu com tanta coisa pra fazer!” .kkk.

Outro dia conversando com outra amiga perguntei se uma senhora da vizinhança, que sempre conheci como muito católica, estava frequentando centro espírita. “Espírita nada, é umbanda mesmo!” Nada contra a Umbanda, só que aqui a gente chama centro espírita o kardecista e Umbanda de Umbanda (acho, reclamações nos comentários ou email). “Mas ela ainda é católica,só que lá no centro ela se sente mais acolhida, mais acarinhada, compreendida.”

Eu acho que esse post já se desviou do seu propósito original,mas vá lá…

O negócio são meus filhos reclamando que eu não discuto o suficiente, que não debato, que sou tolerante, que não procuro estabelecer a verdade. Acho que é mesmo. Eu evito confrontos, acho que essa vida na Bahia não me preparou pra discussões filosóficas. Não sei discutir a existência de Deus ou os princípios científicos da Homeopatia. Me dá preguiça explicar Psicanálise ou Astrologia pra alguém que claramente as considera picaretagens.

Eu achava que a bagaça tinha acontecido de tanto tentar explicar parto em casa, amamentação, não usar chupeta, etc. Mas não, é uma coisa da Bahia. Eu falo que pari em casa e o povo em volta olha espantado mas daqui a pouco está sorrindo, perguntando detalhes, comentando “que coragem!”. Não mudei a vida de ninguém, mas ninguém vai olhar na minha cara e me xingar de maluca nem me fazer uma preleção sobre como eu arrisquei a vida dos meus filhos. Pelo menos não na minha cara.

E eu desenvolvi um método. Eu falo uma coisa. Se alguém perguntar,eu respondo, se houver interesse, eu continuo. Mas se eu sentir que tem agressividade, eu caio fora. Outro dia, por conta da reação de uma pessoa a alguma coisa que surgiu na conversa, uma senhora me contava da teoria dela sobre religião. Que nem religião muda as pessoas, que só mostra quem elas são por dentro. Então tem gente de todo tipo em toda religião (e fora também,mas o assunto era pessoas religiosas). E que a religião dos filhos dependia mais do tipo de religiosos que eram os pais do que da religião em si. Isso pra justificar um ateísmo super agressivo de uma pessoa que só queria desqualificar qualquer sentimento religioso. Quase uma Testemunha de Jeová ou um mórmon em insistência.E aquele silêncio constrangido dos presentes. E aí a velhinha me sai com essa, tipo ateísmo é rebeldia a pais incompetentes religiosamente. Sei lá. Só tô contando. Foi a velhinha quem disse. Mas o cara parou de chatear.

Sei que o povo aqui ouve educadamente e depois faz o que quer.

 

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Desejo

E aí teve muita discussão sobre se a mulher tem escolha, se ser dona de casa é uma escolha, se a dependência financeira não tira a escolha da mulher. (já sei, tem escolha demais)

Eu queria dizer que esse post é sobre desejo. Eu nunca cogitei ficar sem trabalhar e quando fiquei desempregada a angústia me deixou doente.

Porque o que eu estava pensando era mais no desejo, na liberdade de desejar diferente, de não desejar ter uma carreira, ser uma pessoa poderosa ou importante. De, em alguns momentos da nossa vida, desejar ser só mãe. Como isso é visto preconceituosamente pelos nossos pares, aquelas pessoas com quem você conversa, discute, sai.
Eu trabalhava “porque precisava”, porque o meu desejo não era o de estar ali. Mas veja, se eu dissesse “estou nesse emprego porque preciso, mas na verdade eu quero ser CEO da Microsoft” ninguém teria me olhado como se eu fosse um ET. Até se eu dissesse que queria mesmo era morar em Arraial D’ajuda e criar galinha, o povo teria dito “nossa, que coragem” e ponto. Mas desejo de ficar em casa com os filhos, ah, isso é para fracos.
 Eu não falo de ser dona de casa, nem de não trabalhar ou ser sustentada por marido (argh) embora reconheça que há casais que conseguem lidar bem com um deles não estar numa atividade economicamente rentável.
E eu, na verdade, consegui encontrar um meio. Eu queria ter encontrado isso quando o Rafa tinha um ano. Mas tem uma curva de aprendizado necessária aí também. Talvez.
Eu acho que é muito importante lutar por um modelo de trabalho menos estressante, com mais home office, com uma jornada menor, com licença-filhos para os envolvidos, eu ia dizer o casal, mas lembrei dos pluri afetivos.
Eu queria ajudar a discutir e legitimar a necessidade de estar mais com os filhos, de estar presente, pai, mãe, genitores, ou sei lá como vamos chamar daqui em diante.

Na contramão ou Reflexões sobre o dia das mães

Desde que eu li o texto sobre a maternidade como trabalho não pago que estou com algumas coisas na cabeça. Aí juntou com a  Cecília comentando sobre a atitude do ex-marido dela e hoje o texto sobre as mães empreendedoras.

Eu sempre brinco que se alguém me perguntasse aos 20 anos se eu queria ser mãe, teria escutado um sonoro NÂO! indignado.
Quando eu engravidei a primeira vez não tinha a menor intenção de ficar grávida, estava tomando pílula e tal. E eu perdi os bebês. Contrariando a mítica popular, não fiquei nem um pouquinho deprimida. Até fingi um pouco, já que era o que se esperava de mim. Mas essa gravidez indesejada teve um outro efeito, despertou a mãe em mim. Comecei a desejar muito ter um filho e como aos 20 anos a gente não mede muita consequência, engravidei. A outra gravidez também teve o efeito de me despertar para o parto natural, em casa, para o empoderamento da mulher, seu  (meu) protagonismo.
Quando eu tive o Rafael trabalhava dois turnos com pesquisa de campo, não tinha horário, dependia dos entrevistados. Tinha 2 licenças-prêmio, férias vencidas, fiquei um ano em casa como filhote, sendo neurótica, amamentando em livre demanda, exclusivamente, depois introduzindo os alimentos exatamente como estava no roteiro da pediatra. Com um ano Rafael foi paraa creche e eu de volta ao trabalho. Naquele momento eu percebi que se tinha uma profissão que eu queria seguir era a de ter filhos e criá-los. Tá, não dá, tem que produzir pro sistema capitalista, vamo lá.
Levei seis anos pra ter outro filho e mais dois pra me demitir do emprego público (sendo um ano e meio de licença-prêmio, férias, licença maternidade, etc), amamentação em livre demanda, exclusiva, etc,etc.
Enfiada na análise, cheia de problemas de definição pessoal e profissional, doida pra ficar em casa com meus filhos, descobri a psicopedagogia, que já vinha me interessando ao lidar com a educação deles.
Desde que eles nasceram, tudo que me interessa diz respeito a eles ou a crianças como eles. Me interessavam mais os meninos quando só tinha Rafael, passei a prestar atenção nas meninas, quando tive a Melissa.
Não sei se ser mãe me define, mas é absoluta prioridade na minha vida.Meu casamento arrastou-se e terminou segundo a conveniência do que eu achava melhor pros meninos.
Aí aconteceu. Eles cresceram. E eu que passei a vida inteira meio envergonhada porque só pensava nos meus filhos, fiquei com medo da tal síndrome do ninho vazio. Mas ela não veio. Veio uma vontade muito grande de fazer e pensar outras coisas, de deixar as crianças seguirem seu caminho. Tenho feito muitos planos, mas ainda dependem muito deles, o que eles vão fazer, o que vão querer. tenho um plano A, um plano B, um plano C. Quando me perguntam, você vai se mudar pra São Paulo? Vai ficar morando na Bahia? Vai morar em casa, em apartamento. Eu digo, não sei, depende dos meninos. A única coisa que eu decidi é que eles vão decidir, e eu vou decidir a partir da decisão deles.
E aí vem o motivo do título. Sou feminista desde uns oito ou nove anos, quando me revoltei com o papel secundário que Narizinho ocupava no Sítio do Picapau Amarelo. Por que Narizinho não ia pra escola? Não ia nas aventuras com Emília e Pedrinho? Só ficava cuidando da avó?
E eu tinha muitos planos de sucesso e carreira que sumiram quando eu decidi ser mãe. Não me interessavam mais aquelas coisas absolutamente e eu tive muita dificuldade com isso. Não perdi minha inteligência, nem meu interesse por livros e coisas que aconteciam, não deixei de querer ver os amigos, de tomar umas, de jantar, de passear ou viajar, mas as pessoas, homens e mulheres e meu marido incluso, passaram a me tratar como se eu tivesse uma doença mental. Se eu dizia “trabalho porque preciso” parecia que eu estava dizendo “sou uma parasita e desejo viver às custas da sociedade (ou do marido)”. Tudo porque era mais barato pagar a babá ou a creche do que eu fazer o mesmo trabalho.
Quando eu finalmente descobri um trabalho que eu gostava de fazer, estava desempregada e tinha um marido não muito compreensivo com meus dilemas, então comecei a dar aula particular em casa pra pagar o curso. Quando terminei decidi montar o consultório na sala da minha casa onde eu dava aula,mesmo não sendo um endereço chique. Optei por um modo de trabalhar que rende menos, comparativamente ao possível, mas me deu mais oportunidade de continuar lambendo a cria.
Me recusei terminantemente ser mulher-maravilha, mulher-polvo, super-mãe. Perdi muitos amigos “antenados e descolados”  com isso.  Tive vontade de comprar coisas pros meus filhos e não pude, de fazer viagens que eram muito caras, vi decepção nos rostinhos deles e quis ter pego o outro caminho muitas vezes. Mas todas as vezes que botei na balança, acho que tomei as decisões certas, ou as possíveis. Não é nenhuma verdade universal, nenhuma panaceia. Foi só o meu caminho.

nerd

eu sou nerd-ninja-informatica-do-linux como diz uma amiga.

você sabe o que é compilar? eu também não sei direito mas outro dia eu compilei 😉

instalo, desisntalo, formato, particiono, etc, etc.

mas sou lerdíssima em post de blog. mal consigo botar link. um dia desses deletei um post e parece que saiu algum sem título. Se vcs derem por falta de alguma coisa avisem aí, perlamore.

 

 

 

 

 

cisne machista

jura que vocês gostaram  DAQUILO?!!

Bem, eu não gostei. Assisti porque todo mundo resolveu falar e comentar e contar spoiler (pode contar spoiler? essas construções interlinguas me confundem) mas eu já achava que não ia gostar, porque balé=gentemagrabulímica=gentequesesuperapelosucesso.

É igual a filme de boxe, mas os de boxe eu não gosto por causa de soco no nariz. Quando quebra o nariz e sai aquela montoeira de sangue e eu escuto as cartilagens quebrarem, dói no meu cóccix, que é o lugar onde me doem mais as dores.

Mas filme de balé geralmente é sobre vencer a dor, a adversidade, superar limites e mais um monte de baboseiras que ficam estimulando as pessoas a serem bulímicas e tentarem fazer coisas com o corpo que desafiam as lei da física e provavelmente terminam em fraturas violentas.

Mas esse eu achei pior. O filme não é um cocô, o pior é isso. Ele é bem dirigido. Eu vou acabar vendo o Vencedor (Mel me avisa que ele não dirige, só produz). Bem, mas é um filme bem dirigido, lindo visualmente…. MAS QUE COLEÇÂO DE CLICHÊS DA PORRA!

Eu estou na dúvida se é a maior coleção de clichês que eu já vi ou se é todo um enorme clichê. Quanta superficialidade! Aí eu fui conversar com a minha assessora para assuntos de mídia e futura cieneasta e ela decretou duas coisas: roteiro ruim e machista. E eu vinha naquela ideia de que era clichê e superficial e não me toquei que os clichês são quase todos femininos (menos o diretor que come a bailarina pra despertar o talento artístico, onde eu vi isso?momento de decisão?) A mãe dominadora e castradora, a bailarinazinha pura, frígida e reprimida, a rival puta , instintiva, selvagem e drogada, a bailairina decadente e amarga (e apaixonada pelo diretor) o homem gostoso (e francês) objeto de todos os desejos. Todos os papéis femininos são estereotipados.

Sem falar que a revelação da arte através do sexo como  motor do talento instintivo é mais batido que diretor comendo estrela,.né?

Mas o que me deixou puta foi a indecisão. O filme podia ter focado no sexo, podia ter focado na relação mãe-filha, podia ter focado na rivalidade e aproveitado o diretor gostoso, mas tudo é uma quebra-cabeça, um espelho quebrado.  A única coisa que faz sentido é a loucura da bailarina, a agravação da patologia mental dela, nesse sentido todo o quebra cabeça, todos os elementos externos são só isso, pedaços da loucura dela que vai aumentando até que ela descobre que a perfeição é igual à morte.

Mas isso também não faz sentido, a não ser que você veja todo o resto como distração, porque o cenário não faz sentido nem na loucura dela, é só uma desculpa pras cenas plásticas e bonitas, pro diretor deitar e rolar. Eu acho que o diretor pensou,o roteiro é ruim, ninguém salva, esqueçamos e dele e vamos fazer um filme bonito de loucura com balé…

tá difícil.

eu até entendo, porque eu quando tenho enxaqueca fico completamente louca e enquanto não tomo um remédio de efeito imediato não adianta falar comigo. quando eu tinha cólica não conseguia nem pensar.

filho doente, então, é de matar.

daí eu entendo que ritalina seja uma solução muito prática. é que nem antibiótico. você que não usa SUS e é contra a homeopatia pergunte pra sua empregada, ou pra qualquer pessoa que não possa pagar um plano de saúde quantas vezes ela levou o filho ao médico e não voltou com receita de antibiótico.(Filho doente, claro, não vale consulta periódica ao pediatra). As mães da minha comunidade têm inclusive um ranking : doutor fulano passa remédio X, dra sicrana, remédio Y ou se estiver com febre, Y e Z. (todos antibióticos).

Uma vez levei uma pessoa do interior ao posto e perguntei à médica, mas é só um resfriado, um xarope e um antifebril não resolviam? a médica me respondeu que “esse povo” às vezes não trazia a criança para revisão, então se o quadro evoluísse para uma infecção a criança poderia morrer, então preventivamente já dava o antibiótico. Tipo ela pode ter câncer, então vamos começar a químio desde já…

Mas meu problema atual é a ritalina. Médicos que sempre foram contra o uso indiscriminado da ritalina estão cedendo à pressão dos pais, que preferem envenenar as crianças com a droga que lidar com o fracasso escolar, com a dificuldade de aprendizagem. Porque sem o remédio a aprendizagem é lenta, o tratamento é caro, exige uma enorme dedicação dos pais, uma boa escola. O remédio é como um antibiótico de largo espectro, desses usados pra tratar infecções com bactérias resistentes sendo usado pra uma gripe ou uma dor de barriga. Acaba com rins, fígado, flora intestinal. Mas mata a bactéria, no caso a desatenção, a falta de concentração, a rebeldia.

Outro dia uma mãe me disse que o médico justificou o uso do remédio “muitos advogados estão tomando”. triste. meus amigos cheiravam cocaína pra criar, principalmente os publicitários. agora usam ritalina. e rivotril. Criativos. Concentrados. Felizes. Todo mundo agora é bipolar. Ritalina e Rivotril.

pessoas que gostam de animais

eu não sou uma pessoa-gato. na verdade eu detesto gatos. Não ideologicamente, não tenho vontade de sair exterminando os gatos do mundo, mas eles me incomodam. Outro dia li em algum lugar que para gostar de gatos você precisa ter um. Desculpe. NÂO. Eu tenho alergia a gatos, mas suspeito  que isso seja mais psicológico que físico. Eu tenho muitas amigas que amam gatos e já fui até capaz de permanecer dias em casas que tinham habitantes felinos sem que eles me incomodassem.

Ontem estava pensando que parte dessa minha implicância vem do fato de eu ser uma pessoa-pássaros-em-liberdade. Na verdade esse post começou porque eu via um filme sobre uma pessoa que tinha uma enorme jibóia de estimação. Americanos são meio fascinados por jibóias, que eles chamam de anacondas, né? E lagartos. Bem, eu também adoro lagartos, que aqui chama calango, mas nunca pensei em botar nenhum na jaula, eles moram no jardim. Então, eu sou capaz de entender vários bichos de estimação, mas pra mim o essencial pra ser caracterizado assim é a capacidade do bicho de ser convencido a permanecer no local , na sua casa, por vontade própria, sem que precise ser algemado pra isso. Pássaros não se incluem. Minha filha diria que é porque pássaros são burros, não tẽm cérebro. Minha filha incomoda-se muitíssimo com pássaros  que entram aqui em casa e depois não conseguem sair, ficam dando cabeçadas nas paredes e janelas e matando a  gente de susto e de pena. Eu diria que o cérebro deles, minúsculo, está totalmente ocupado com três ideias: voar, comer, ter filhos. Não cabe mais nada.Bem, então como eu gosto de pássaros voando, não gosto de gatos-que -espreitam-pássaros. Embora jé tenha tido cachorros que espreitavam pássaros também. Mas sei lá, espreitavam menos, só quando estavam entediados.Eu tive um cachorro que se divertia provocando ataque cardíaco nas galinhas. Mas ele se divertia tanto que conseguia fazer com que eu não tivesse pena nenhuma das pobres galináceas. Outro caçava sapo. E me dava um trabalhão depois pra lavar o focinho e escovar os dentes do veneno do sapo. Sem falar que eu gostava de sapos.

Mas então, eu gosto de cachorros.Mas não sou partidária de cachorros dividindo o espaço doméstico. Cachorros precisam de grama e de terra, de fazer cocô onde desejam e não de ter que andar pra cagar. E gato tem isso, né? É bicho de casa. Bem,eu não tenho animais domésticos, só passarinhos na árvore e calangos no jardim. Aliás, tenho lagartixas dentro de casa, mas essas eu mal vejo a sombra passar quando acendo a luz da cozinha.Minha filha diz que tem uma que acha que se ela ficar totalmente imóvel vai ficar invisível, então precisa apagar a luz de novo pra ela sair do meio do caminho (já viu que minha filha tem medo de lagartixas,  né?)