Assumida minha paixão por filmes, resolvi assumir também que me caem fichas dos lugares mais improváveis, como aquela comédia romântica água com açúcar.
Assisti Austrália, gostei, achei até menos meloso e pretensioso do que esperava. Nem me deu vontade de ir tomar café. Cenas românticas na medida certa, ação sem cansar, vilão ruim mesmo, nada de “justificativa serial killer”. E o Hugh Jackman, aiai, aquele homem acaba de fazer mais pelo turismo da Austrália que todos os cangurus do continente.
Segundo a Nicole Kidman, que não teria gostado da própria performance, ainda bem que com o hugh andando a cavalo, lutando, tomando banho de canequinha, ninguém nem ia notar a performance dela. Bem, eu não iria tão longe, mas que distrai, distrai.
Aí o filme me lembrou de um outro que eu não consegui assistir todo, não por ser ruim, mas porque trata de temas muito difíceis pra seres que já pariram: A Geração Roubada.
Em Austrália se aponta um problema que dizimou a população indígena, os aborígenes, o sequestro de mestiços das suas famílias, para serem criados pelos brancos como criados dos brancos, afastando-os das tradições, costumes, língua. Da sua família e do seu povo.
Minha adolescente já havia comentado , especialista em hollywood como é, como todos os australianos do cinema pareciam loiros e lindos.( Salvo as honrosas exceções de morenos sexys que montam cavalos e tomam banho de canequinha, affe!)
Bem, pudera! Esse país destruiu um povo, fez um apartheid mais eficiente que o da Africa do Sul, inclusive com a ajuda de uma cerca (a tal cerca dos coelhos) e transformou a mestiçagem num crime de mãe com a pior das punições: perder o filho.
E eu pensei que, como não acredito em coincidências, só no astral me mandando mensagens, isso talvez venha a explicar porque aquela nossa amiga perdeu a filha para o marido australiano, o que vocês acham?